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Mulheres que vão além

 

O gosto pelo pelo artesanato
e a vontade de
promover a cultura
local para outras regiões do
País incentivaram a empresária
Isabel Muxfeldt, 52 anos, a
apostar nos chifres bovinos
como matéria-prima para
dar origem aos colares, pulseiras,
brincos, cintos e anéis
da empresa Jóias do Pantanal.
O negócio, que começou
em 2002, tem sede em Campo
Grande, e deu tão certo que
atualmente por mês são produzidas
cerca de mil biojoias,
como são chamadas as peças.
Segundo a empresária, parte
do material é exportada para
países como Portugal e Estados
Unidos, além da venda
no comércio local e nacional.
A ideia partiu de Isabel e logo
ganhou adesão da amiga
de longa data, Verhuska Pereira,
40 anos, que virou sócia
na empresa. “Nós sempre
gostamos do artesanato, mas
queríamos que essa arte fosse
além, virasse um negócio de
verdade e divulgasse também
a nossa cultura de uma forma
profissional e com design
diferente”, explica Isabel ao
falar da proposta da empresa.
O gosto por artesanato ela
atribui à mãe, que é artesã.
“Desde criança eu gosto. Fui
criada em um meio onde minha
mãe sempre me ensinou
artesanato. Esse amor devo à
ela”, ressalta.
A atividade é a segunda experiência
de empreendedorismo na vida profissional de
Isabel, que antes era sócia em
uma empresa de construção
civil.
Dificuldades
A empresária reconhece que
o começo do novo negócio
não foi fácil. “A principal dificuldade foi em relação à técnica
do chifre lapidado, que
é uma técnica muito masculina,
porque os homens
fazem berrantes, guampas
de tereré com o material. Na
verdade a gente entrou nesse
mundo masculino querendo
peças delicadas, com design
leve. Por isso a dificuldade
em convencer os artesãos a
entraram no negócio”, explica.
Os chifres bovinos são
provenientes de frigoríficos e
geralmente são descartados
de forma inadequada. A mão
de obra é de artesãos locais. A
técnica de confecção de objetos
com esta matéria-prima,
considerada subproduto do
gado, é composta pelos processos
de limpeza, corte, lapidação
e o polimento dos
chifres, sem uso de produtos
químicos. Depois disso, outro
grupo de artesãs faz a montagem
das peças. Alguns dos
acessórios ganham detalhes
em aço inox e folheado a ouro.
O custo das peças varia de
R$ 19 a R$ 250.
Em 2007, quando a empresa
começou a expandir
a atuação, a empresária
venceu a etapa estadual do
Prêmio Mulher Empreendedora,
do Sebrae (Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas), e foi
finalista na etapa nacional.
Em 2010, Isabel ficou entre
as três finalistas brasileiras
do “Women in Business
Award” (Prêmio Mulheres
de Negócios), organizado
pela Conferência das Nações
Unidas para o Comércio.
Reportagem: Gabriela Pavão.

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